sexta-feira, 9 de novembro de 2012

The Letter

Filme arrastado, lento, chato. O único elemento realmente motivador é a abstração que nos leva a fazer conjecturas sobre a verdade contida no contexto geral das coisas. Temos outros filmes mais interessantes no gênero.

Winona interpreta Martine, uma dramaturga que começa a desconfiar da própria sanidade. Os acontecimentos são meio surreais, se mesclam com os sonhos e a narrativa da própria personagem criando uma espécie de caos ao qual somos desafiados organizar. A atriz tem um bom desempenho, vemos uma mulher comum, insegura, sem opinião, confusa, do tipo que até irrita.

O filme não apresenta respostas prontas, nem passagens muito explicativas, assim, apesar de acreditar que todos podem chegar a algumas conclusões gerais, muito fica em aberto e sujeito ao gosto do espectador. Quem não gosta do tipo de proposta deve passar longe.

Correndo o risco de ser considerada uma pessoa tapada e sem senso crítico, farei a minha interpretação, a maneira de ver as coisas que me permitiu continuar assistindo até o final.

Martine estava internada num sanatório e a rotina parecia uma peça previsível escrita em sua mente até a chegada de Tyrone. Este novo personagem desperta o interesse de Martine. Ele percebe que Raymond está abusando sexualmente dela, apesar de ter um relacionamento com Anita e demonstra seu desagrado em atitudes e provocações que fazem a própria Martine se questionar a respeito de tudo que se desenrola ao seu redor. Assim, ela começa a reescrever a peça, tentando encaixar todos os elementos e confrontar os personagens.

Diante desta interpretação, tirei conclusões e acumulei dúvidas. Não consigo decidir se Martine morreu ou acordou ao final. Acredito que Anita não sabia do comportamento de Raymond até perto do fim, por isso soa confusa e aborrecida durante as mudanças de roteiro. No entanto, apesar da lágrima derramada não sei se decidiu permanecer com ele ou não. Acredito que Tyrone era um terapeuta, inclusive porque na maioria das vezes ele aparece sentado ouvindo, avaliando e incitando, mas não tenho qualquer certeza. Imagino Julie e Anita como enfermeiras e Raymond como médico ou algo similar.
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Um comentário:

  1. Nossa, que interpretação peculiar. Não havia pensado dessa maneira, mas faz sentido suas colocações...

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