
Chego a sentir constrangimento
por ter resolvido dar uma chance ao filme e acabar sentindo que perdi
irremediavelmente o meu tempo.
Gente que foi isso? Que bagaceira
mais sem sentido! O filme é uma porcaria com requintes de bizarrices! Quem
gosta de muito sangue jorrando por toda parte, gente idiota fazendo besteira e
desligamento de qualquer noção de realidade tem um prato cheio, transbordante
aqui! Esqueça qualquer tentativa de levar a sério e só encare se tiver estômago
forte (leia-se capaz de assistir uma tesourada bem aplicada nas costelas, ou um
preguinho bem enfiado nos pés pra manter o sujeito preso no chão).
Sim, você já deve ter notado que o
argumento é apenas uma desculpa para apresentar violência gratuita e crescente,
sem qualquer cuidado, sem pretensões artísticas, nem interpretações primorosas.
Eu particularmente sinto que poderia viver sem isso. A culpa foi do cartaz, que
me fez ansiar por uma proposta level “Sucker Punch”, mas passou longe, bem depois
do lugar onde o vento faz a curva, abaixo das profundezas do vale.
Psicopatas se enfrentam num dos
joguinhos de gato e rato mais no sense ever! Tentativas toscas de diálogo que parecem ter o intuito de nos
revelar o grau de psicopatia dos personagens somente tornam mais evidente a
pobreza absoluta do roteiro.
O pior foi que eu alimentei uma
esperança no começo, quando o cara coloca os fones de ouvido e, a despeito da
cena ao seu redor, toca aquela musiquinha tão fora de contexto que se encaixa
perfeitamente no contexto, suavizando e dando um toque especial. Mas foi uma
baita trollagem e logo a coisa toda
degringolou a níveis absurdos.
Tentei levar um pouco a sério (embora já estivesse irrequieta a essa altura), até o momento em que Jessica entra
na trama. A garota não tem um parafuso no lugar e desfila como uma atriz pornô,
exalando sexo há quilômetros de distância. Segue no melhor estilo lôraburra cometendo as maiores
imbecilidades de que se tem notícia e dificultando a delicada história de
horror entre Julia e seu captor.
Outra tentativa de dar alguma
profundidade são os flashbacks de Julia e a presença daqueles bonecos por toda
a casa. O recurso é intrigante, mas não acrescenta muito e logo perde o impacto
em meio ao caos total que é aquela casa.
O final é macabro, com direito a sadismo sanguinolento e até mão esquartejada e queimada se movendo nos destroços!! E durma-se com
um barulho desses!
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