sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Julia X


Chego a sentir constrangimento por ter resolvido dar uma chance ao filme e acabar sentindo que perdi irremediavelmente o meu tempo.

Gente que foi isso? Que bagaceira mais sem sentido! O filme é uma porcaria com requintes de bizarrices! Quem gosta de muito sangue jorrando por toda parte, gente idiota fazendo besteira e desligamento de qualquer noção de realidade tem um prato cheio, transbordante aqui! Esqueça qualquer tentativa de levar a sério e só encare se tiver estômago forte (leia-se capaz de assistir uma tesourada bem aplicada nas costelas, ou um preguinho bem enfiado nos pés pra manter o sujeito preso no chão).

Sim, você já deve ter notado que o argumento é apenas uma desculpa para apresentar violência gratuita e crescente, sem qualquer cuidado, sem pretensões artísticas, nem interpretações primorosas. Eu particularmente sinto que poderia viver sem isso. A culpa foi do cartaz, que me fez ansiar por uma proposta level “Sucker Punch”, mas passou longe, bem depois do lugar onde o vento faz a curva, abaixo das profundezas do vale.

Psicopatas se enfrentam num dos joguinhos de gato e rato mais no sense ever! Tentativas toscas de diálogo que parecem ter o intuito de nos revelar o grau de psicopatia dos personagens somente tornam mais evidente a pobreza absoluta do roteiro.

O pior foi que eu alimentei uma esperança no começo, quando o cara coloca os fones de ouvido e, a despeito da cena ao seu redor, toca aquela musiquinha tão fora de contexto que se encaixa perfeitamente no contexto, suavizando e dando um toque especial. Mas foi uma baita trollagem e logo a coisa toda degringolou a níveis absurdos.

Tentei levar um pouco a sério (embora já estivesse irrequieta a essa altura), até o momento em que Jessica entra na trama. A garota não tem um parafuso no lugar e desfila como uma atriz pornô, exalando sexo há quilômetros de distância. Segue no melhor estilo lôraburra cometendo as maiores imbecilidades de que se tem notícia e dificultando a delicada história de horror entre Julia e seu captor.


Outra tentativa de dar alguma profundidade são os flashbacks de Julia e a presença daqueles bonecos por toda a casa. O recurso é intrigante, mas não acrescenta muito e logo perde o impacto em meio ao caos total que é aquela casa.

O final é macabro, com direito a sadismo sanguinolento e até mão esquartejada e queimada se movendo nos destroços!! E durma-se com um barulho desses!

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